PERGUNTAS OU RESPOSTAS
A-B-C-D e assim vai adiante o nosso alfabeto. Com ele aos
desavisados e aqueles que de forma direta ou indireta não o usam como é pra
ser. Juntando as 23 letras conseguimos angariar várias formas e projetos
compostos de vocábulos, frases, textos e raciocínios. A responsabilidade social de quem conquista a
cultura é de distribuí-la a quem não a detém, sem distinção de cor, credo ou etnia.
Mas isso não vem ocorrendo em alguns “veículos” digitais criados a revelia de
qualquer qualidade ortográfica ou literária. Verdadeiros TRASHS digitais, onde
varejeiras assentam em qualquer frase ali exposta. E segundo o escritor Jorge
Furtado, existem regras importantíssimas na condução desses supostos veículos de
comunicação, dentre elas:
1. Qual é o fato? A verdade factual é o ponto de partida.
Certifique-se da veracidade e, se possível, indique a fonte de suas
informações. Divulgar mentiras é o mesmo que mentir.
2. Não grite. Reduza ao máximo os adjetivos, os pontos de exclamação, os destaques
em maiúsculas.
3. Não insinue, informe. Eliminem do seu texto as reticências, as maledicências
e outras indecências. Se tiver algo a dizer, diga. Se não tiver, não diga.
4. Mantenha a compostura. Elimine inteiramente os palavrões, preconceitos,
grosserias, fofocas e baixarias em geral.
5. Fale sério. Piadas de gosto duvidosas, musiquetas engraçadas, animações
toscas, derrubam qualquer argumento, mesmo que verdadeiro. Demonizar
adversários com montagens fotográficas, dedos no nariz ou caras tortas só depõe
contra você.
6. A diversidade é a base da democracia. Sem pensamentos contraditórios não há
evolução. Quem pensa diferente de você não é, necessariamente, seu inimigo e,
mesmo que seja, deve ser tratado com respeito e educação.
7. Ninguém é inteiramente bom ou mau. Encontrar concordâncias entre pessoas que
discordam é um bom ponto de partida para qualquer debate. Todos querem o bem
estar e a justiça social, desenvolvimento, geração de empregos, saúde,
prosperidade e paz. Ou não?
8. Procure saber, saber sempre é bom. Compartilhar informações é a principal
utilidade da internet.
9. Mais que dar respostas, faça perguntas. O principal objetivo do jornalismo
(e da filosofia) é fazer pensar, formulando perguntas. Deixe o leitor procurar
suas próprias respostas.
10. "Se você não está em dúvida é porque foi mal informado" (do
jornal "O Pasquim"). Procure saber e entender os que pensam diferente
de você ou nunca terá a chance de mudar, o que é vital para crescer.
Portanto, Comunicação
é coisa séria, veículos são formadores de opiniões, e sua conduta deve ser
sempre imparcial, sempre informando os dois lados da notícia, sem parcialidade.
Seria uma boa idéia que tentassem cada vez mais falar sério (ainda que com bom
humor), compartilhando informações e análises e não estados de espírito e
picuinhas. Urgente é melhorar o nível do debate público, expurgar do discurso
os adjetivos em excesso, piadinhas, palavrões, preconceitos, grosserias,
birras, implicâncias, superficialidade, pontos de exclamação, chutação de
números sem fonte, vazamentos seletivos, fontes anônimas usando argumentos
tolos exaustivamente desmontados e ainda assim repetidos sem trégua, fichas
falsas, bilhetinhos e fofocas que viram dossiês, mentiras grossas, etc.
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